quarta-feira, junho 09, 2010

COM FIM DA PATENTE, PFIZER REDUZ EM 50% O PREÇO DO VIAGRA




RIO - Uma boa notícia para os usuários do Viagra (citrato de sildenafila): a partir desta quarta-feira, o medicamento custará a metade do preço em todas as farmácias. A Pfizer, laboratório fabricante do remédio, decidiu reduzir em 50% o preço do produto, a 12 dias da extinção do prazo da patente do produto, que permitirá a entrada de genéricos com o mesmo princípio ativo no mercado.

O anúncio foi feita nesta terça-feira pelo diretor da Unidade de Negócios Primary Care, da Pfizer Brasil, Adilson Montaneira, ao explicar que a decisão tem como objetivo de não perder mercado.
- Queremos continuar competitivos - destacou o executivo.
Além da redução em 50% no preço do produto, a Pfizer está lançando como novidade a caixa com um comprimido de 50 miligramas (mg) que custará R$ 16,92 no estado do Rio. As outras caixas de 25mg e 100 mg, com quatro comprimidos, continuarão no mercado, além das caixas de 50mg com dois, quatro e oito comprimidos.
O diretor da Pfizer fez questão de explicar que não se tratou de quebra de patente, mas sim do seu término, que ocorrerá no próximo dia 12 deste mês. O que houve antes foi uma divergência sobre a data precisa de quando começou a vigorar a patente. Segundo Montaneira, a divergência em relação ao de término da patente se devia ao fato de que o laboratório considerava que o desenvolvimento da molécula, quando se registra a patente, ocorreu em 1991 e não em 1990.
Mas no fim do mês de abril o Superior Tribunal de justiça (STJ) determinou que o prazo do fim da patente do Viagra seria no próximo dia 12 de junho e não no dia 12 de junho de 2011.
O executivo explicou que a patente de um medicamento é dada pelo prazo de 20 anos a partir do desenvolvimento da molécula, fase na qual o medicamento pode ainda nem estar totalmente desenvolvido.
A primeira molécula do Viagra foi registrada em 1990, mas por ter sido modificada em 1991 é que o laboratório considerava esse ano como o início da patente.
O executivo explicou que para o desenvolvimento desses medicamentos são gastos em torno de US$ 1 bilhão, e por isso a patente é concedida pelo prazo de 20 anos. No caso do Viagra, seu lançamento no mercado foi em 1998, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. Ou seja, o Pfizer teve 12 anos com a patente para recuperar os investimentos.
- No período da patente é que o laboratório tenta não apenas recuperar os investimentos elevados que foram feitos para o seu desenvolvimento, mas também para alimentar outros projetos em andamento. Somente neste ano a Pfizer está investindo em pesquisas US$ 9,6 bilhões - disse o executivo.
O Viagra, que virou sinônimo de tratamento contra disfunção erétil, hoje constitui o segundo produto dessa categoria mais vendido no Brasil, perdendo apenas para o Cialis (tadalafil).
O remédio é o terceiro de maior venda da Pfizer, representando entre 7% a 8% das vendas de medicamentos do laboratório, atualmente em torno de R$ 180 milhões anuais. As vendas totais da Pfizer no Brasil são da ordem de R$ 3,3 bilhões.
Uma outra boa notícia para os consumidores é que em dezembro termina a patente também do medicamenteo Liptor, consumido para combater o colesterol.

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