domingo, dezembro 10, 2017

Comparsa de Rogério 157 denuncia parentes de Nem da Rocinha

Cachorrão (de cabeça baixa) ao ser preso
Cachorrão (de cabeça baixa) ao ser preso
Parentes de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, tramaram a invasão à Rocinha na manhã de 17 de setembro, no primeiro capítulo da guerra que, há três meses, assusta moradores da favela. A revelação foi feita por um comparsa de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, inimigo de Nem, à polícia. Alberto Ribeiro Sant’anna, o Cachorrão, principal segurança de Rogério, afirmou, em depoimento na 11ª DP (Rocinha) após ser preso, em 10 de novembro, que a filha de Nem, Eduarda dos Santos Lopes, a Duda, e seu marido, Adriano Cardoso da Silva, o Modelo, participaram da reunião que determinou o ataque à favela.
O depoimento de Cachorrão foi obtido com exclusividade pelo EXTRA. No relato, ele conta que ficou sabendo do encontro, que aconteceu no Morro de São Carlos, no Estácio, pelo próprio Rogério 157. Na reunião, segundo o criminoso, estavam, além de Duda e Modelo, representantes de quatro favelas dominadas pela mesma quadrilha de Nem: Leonardo Miranda da Silva, o Léo Empada, gerente do tráfico do São Carlos; Luis Alberto Santos de Moura, o Bob, gerente do Caju; Robson da Conceição Ferreira Junior, o Chatinho, da Vila Vintém; Francisco Castro da Penha Gonçalves, o Novinho, e Ramon Aleluia da Silva, o Manga, ambos da Rocinha.
Antonio Bonfim Lopes, o Nem
Antonio Bonfim Lopes, o Nem
Durante o encontro, de acordo com o depoimento, o genro de Nem “falou que ‘o papo’ que ele recebeu do Nem era para matar Rogério 157 e que a favela seria dada ao Manga”. Nem cumpre pena no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia. Ainda de acordo com o relato, a reunião ocorreu “após uma tentativa de visita a Antônio Francisco Bonfim Lopes, visita esta que não aconteceu”. A missão de matar Rogério teria ficado nas mãos de comparsas de Nem oriundos da Rocinha: Jurandir Silva Santos, o Parazinho, Manga e o próprio Modelo.
Cachorrão afirma que Modelo se espelha em seu genro para subir degraus na hierarquia da quadrilha: segundo o criminoso, Adriano “está se aproveitando de seu parentesco com Nem para passar autoridade”. No depoimento, Cachorrão ainda aponta Modelo como autor de diversos crimes nos últimos meses. Segundo ele, o traficante foi um dos responsáveis pelo ataque a um luau na praia de São Conrado, que terminou com três pessoas baleadas no início de novembro. Modelo também estaria, segundo Cachorrão, “planejando um ataque à 11ª DP”. A intenção do ataque seria “colocar a culpa” no grupo de Rogério.
Modelo, genro de Nem
Modelo, genro de Nem
Traficante acompanhou a guerra pela TV em motel
O depoimento de Cachorrão ajudou a polícia a identificar mais de uma dezena de traficantes que participaram da guerra na Rocinha. Entretanto, o criminoso afirma que não estava na favela no momento da invasão. Ele declarou que estava “resolvendo problemas familiares em Vila Isabel”, na Zona Norte, onde nasceu e foi criado.
Questionado pelos agentes quais seriam esses problemas, Cachorrão explicou que se tratava de um problema amoroso: “uma de suas mulheres descobriu que ele também é casado com sua irmã”.
Na manhã da invasão, ele estava voltando para a Rocinha quando recebeu uma ligação de um comparsa contando do ataque. Cachorrão, então, decidiu se abrigar num motel na Avenida Niemeyer, em São Conrado, de onde acompanhou a guerra em tempo real pela televisão. De noite, “quando a favela acalmou”, ele voltou para a comunidade.
Rogério 157 (ao centro, algemado) logo após ser preso
Rogério 157 (ao centro, algemado) logo após ser preso Foto: Fabiano Rocha
Cachorrão ainda forneceu aos agentes informações importantes sobre os bastidores do confronto. O traficante revelou que “a guerra não seria possível sem a anuência e a bênção de Celso Luiz Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém”, que emprestou armamento para a invasão e abrigou traficantes aliados de Nem que fugiram da Rocinha após a ruptura com Rogério 157.
Cachorrão foi preso numa casa, no Morro do Fogueteiro, em Santa Teresa, após fugir da Rocinha. No imóvel, agentes encontraram várias caixas de uísque. Quando os policiais chegaram ao local, Cachorrão segurou a filha no colo e se entregou. Segundo as investigações da polícia, o traficante era o responsável pelo braço armado da quadrilha de Rogério 157.
Cachorrão afirma ainda que Modelo se espelha em seu genro para subir degraus na hierarquia da quadrilha: segundo o criminoso, Adriano “está se aproveitando de seu parentesco com Nem para passar autoridade”. No depoimento, Cachorrão ainda aponta Modelo como autor de diversos crimes que aconteceram nos últimos meses. Segundo ele, o traficante foi um dos responsáveis pelo ataque a um luau na praia de São Conrado, na Zona Sul, que terminou com três pessoas baleadas no início de novembro.
Modelo também estaria, segundo contou Cachorrão, “planejando um ataque à 11ª DP”, que fica em frente à favela. A intenção do ataque seria “colocar a culpa” no grupo de Rogério.

sexta-feira, dezembro 08, 2017

Fifa suspende Guerrero por um ano. Advogados do peruano vão recorrer

A Fifa anunciou nesta sexta-feira a punição de Guerrero. O atacante do Flamengo e da seleção peruana está suspenso por um ano dos campos de futebol por ter sido flagrado no exame antidoping antes da partida da seleção peruana contra a Argentina pelas eliminatórias da Copa, no dia 5 de outubro - empate por 0 a 0 em Buenos Aires.
Confira o comunicado divulgado pela Fifa:
"Em 7 de dezembro de 2017, o Comitê Disciplinar da FIFA decidiu, depois de analisar todas as circunstâncias específicas do caso, suspender o jogador internacional peruano Paolo Guerrero por um ano. O jogador testou positivo para o metabólito de cocaína, a benzoilecgonina, uma substância inclusa na Lista de Proibições de 2017 da WADA sob a classe "S6 - Estimulantes", após um teste de controle de doping realizado após o confronto da competição preliminar da Copa do Mundo de 2018, em Buenos Aires, contra a Argentina, dia 5 de outubro de 2017.
Ao testar positivo para uma substância proibida, o jogador violou o artigo 6 do Regulamento Antidopagem da FIFA e, como tal, violou o artigo 63 do Código Disciplinar da FIFA.
O período de suspensão começa dia 3 de novembro de 2017, data em que o jogador foi suspenso provisoriamente pelo presidente do Comitê Disciplinar da FIFA. Em conformidade com o artigo 29 do Regulamento antidopagem da FIFA, a suspensão abrange, entre outros, todos os tipos de correspondências, incluindo jogos nacionais, internacionais, amistosos e oficiais. As partes da decisão foram devidamente notificadas hoje."

EXCLUSIVO: A bomba de Palocci contra Lula e o PT

A imagem acima foi captada no encontro da Cúpula América do Sul-Áfri­ca, que aconteceu na Venezuela em 2009. Lula era presidente do Brasil pela segunda vez e o ditador Muamar Kadafi ainda comandaria a Líbia por mais dois anos, antes de ser deposto, capturado e executado. Não é uma cena protocolar, como se observa no aperto de mão informal. A fotografia retrata dois líderes que se diziam “irmãos”. Durante 42 anos, Kadafi governou a Líbia seguindo o protocolo dos tiranos. Coronel do Exército, ele liderou um golpe em 1969. No poder, censurou a imprensa, reprimiu adversários e impôs leis que permitiram punições coletivas, prisão perpétua, tortura e morte a quem contrariasse o regime. Dinheiro líbio também financiou grupos terroristas e movimentos políticos em vários cantos do planeta. Entre os que receberam recursos da ditadura líbia estavam, de acordo com o ex-minis­tro Antonio Palocci, o PT e seu líder máximo, o ex-presidente Lula.
A revelação de Palocci está contida na sua proposta de delação entregue ao Ministério Público. Segundo ele, em 2002 Kadafi enviou secretamente ao Brasil 1 milhão de dólares para financiar a campanha eleitoral do então candidato Lula. Fundador do PT, ex-­prefeito de Ribeirão Preto, ex-ministro da Fazenda do governo Lula e ex-­chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, Palocci esteve no centro das mais importantes decisões do partido nas últimas duas décadas. Condenado a doze anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, há sete meses ele negocia um acordo de delação premiada. Em troca de redução de pena, compromete-se a contar detalhes de mais de uma dezena de crimes dos quais participou. Um dos capítulos da colaboração trata das relações financeiras entre Lula e o ditador líbio — e tem potencial para fulminar o partido e o próprio ex-presi­dente.


quinta-feira, dezembro 07, 2017

STF determina quebra de sigilos bancário e fiscal de Aécio

O ministro do Supremo Tribunal FederalMarco Aurélio Mello, decretou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do senador Aécio Neves (PSDB). O período alcançado pela medida vai de 1ª janeiro de 2014 até 18 de maio deste ano, “a fim de rastrear a origem e o destino dos recursos supostamente ilícitos”. A cautelar abarca, inclusive, os meses que antecederam a eleição presidencial daquele ano em que o tucano foi derrotado por Dilma Roussef (PT).
A quebra de sigilo, requerida pela procuradora-geral, Raquel Dodge, se estende a outros investigados na Operação Patmos – que apura suposta propina de 2 milhões de reais da JBS para o senador. São alvos da cautelar a irmã e o primo do tucano, Andrea Neves e Frederico Pacheco, o assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Souza, e as empresas Tapera e ENM Auditoria e Consultoria.
De acordo com as investigações, o senador teria acertado propinas de 2 milhões de reais com os executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F.
Segundo o Ministério Público Federal, as primeiras tratativas teriam sido feitas pela irmã do tucano, Andréa Neves. Em grampos Aécio é flagrado indicando aos empresários seu primo, Frederico Pacheco, para buscar os valores e comenta: “Tem que ser um que a gente mata antes de fazer delação”.
Em ação controlada, a PF filmou o executivo Ricardo Saud entregando uma mala de dinheiro ao primo do senador, que teria repassado os valores a Mendherson Souza, assessor de Perrella.
Dinheiro vivo foi encontrado na casa da sogra de Mendherson e dados do Coaf informam que a empresa Tapera, pertencente ao senador peemedebista, teria feito transações atípicas. Para os investigadores, o valor é relacionado ao pagamento de supostas propinas.

Defesa

O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o senador Aécio Neves, disse que a medida tomada pelo ministro Marco Aurélio Mello “é absolutamente normal na fase de inquérito”.
“É preciso destacar que o senador sempre se colocou à disposição da Justiça e dos investigadores”, enfatizou Toron. “O senador sempre colocou à disposição seus sigilos bancário e fiscal.”
“Não nos causa nenhuma estranheza essa decisão”, reafirmou o criminalista. “Os sigilos do senador estão à disposição da Justiça para serem devidamente escrutinados.”
Alberto Zacharias Toron disse que considera ‘salutar’ a quebra do sigilo decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal. “Aécio nunca se esquivou de fornecer esses dados. Assim, achamos mesmo salutar a medida do ministro Marco Aurélio.”

quarta-feira, dezembro 06, 2017

Desempenho do Congresso é aprovado por 5% e reprovado por 60%, diz Datafolha

Uma pesquisa do Instituto Datafolha feita com 2.765 pessoas nos dias 29 e 30 de novembro e divulgada nesta quarta-feira (6) pelo jornal "Folha de S.Paulo" informa os seguintes percentuais de avaliação do Congresso Nacional:
  • Ruim/péssimo: 60%
  • Regular: 31%
  • Ótimo/bom: 5%
  • Não sabe: 3%
Datafolha aponta avaliações sobre Congresso Nacional.  (Foto: Editoria de arte/G1)Datafolha aponta avaliações sobre Congresso Nacional.  (Foto: Editoria de arte/G1)Datafolha aponta avaliações sobre Congresso Nacional. (Foto: Editoria de arte/G1)
A rejeição ao desempenho dos 513 deputados federais e 81 senadores foi a maior da história recente, bem como o índice de aprovação, de acordo com o jornal. As pesquisas do Datafolha tiveram início em 1993.
Nos dois últimos levantamentos do Datafolha sobre o Congresso - em dezembro de 2016 e abril de 2017 - a reprovação já havia sido recorde. As pesquisas mostraram 58% de rejeição e 7% de aprovação.
O resultado desta pesquisa está mais próximo do registrado em 1993, último ano da hiperinflação e data do estouro do escândalo dos Anões do Orçamento, grupo de congressistas acusados de desviar recursos públicos para os próprios bolsos. No segundo semestre, 56% da população rejeitava o trabalho dos parlamentares, de acordo com o instituto.
A única vez em que o Datafolha apontou uma avaliação positiva nos últimos 25 anos foi em dezembro de 2003, primeiro ano da primeira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto (2003-2010).
A pesquisa mostra ainda detalhes dos perfis de quem reprova o trabalho do Congresso:
  • Os mais ricos: 74%
  • Com Ensino superior: 75%
  • Eleitores do presidenciável Jair Bolsonaro: 68%
  • Os que reprovam a gestão de Michel Temer: 69%
Já uma avaliação um pouco menos negativa do trabalho do Congresso é observada entre aqueles:
  • Com ensino fundamental: 52%
  • De religião evangélica pentecostal: 51%
  • Que têm o PMDB como partido de preferência: 42%
  • Que avaliam positivamente o governo Temer: 37%

Por Previdência, governo planeja verba extra a deputados em 2018

No esforço para convencer a base aliada a aprovar a reforma da Previdência, o governo do presidente Michel Temer articula com lideranças partidárias do Congresso uma “verba extra” nos recursos previstos para serem usados pelos parlamentares por meio de emendas individuais em 2018, ano de eleiçõesgerais.

O “combo” nas emendas foi discutido em reunião feita por Temer com dirigentes de partidos aliados no domingo, segundo relato do presidente do PTB, Roberto Jefferson. Temer apoiou a iniciativa no encontro, disse Jefferson. Outras duas fontes confirmaram as tratativas de bastidor para aprovar o incremento desses repasses.
Historicamente, as emendas parlamentares individuais são importantes instrumentos de atuação política de deputados e senadores. Eles destinam esses recursos para atender suas bases eleitorais com obras e outras ações.
Pelas negociações em curso, de acordo com as fontes, a intenção é elevar o valor das emendas individuais do Orçamento de 2018, atualmente previsto em 14,7 milhões de reais, para cada um dos 594 parlamentares. Jefferson disse que, segundo o que foi discutido na reunião de domingo, a tendência majoritária é que o incremento nas emendas seja de 20 milhões de reais.

Verba

Em números globais, o valor previsto para ser gasto em emendas subiria no próximo ano de 8,7 bilhões de reais para 20,6 bilhões de reais, caso essa proposta de um acréscimo de 20 milhões de reais se concretize. Esse valor de elevação da emenda, contudo, não está fechado e ainda está sendo discutido por parlamentares e integrantes do governo, disse o presidente do PTB.
Segundo Jefferson, essa discussão deverá ser retomada em nova reunião de Temer com dirigentes partidários na quarta-feira.
Para justificar esse incremento, uma fonte citou o relatório de receitas do Orçamento de 2018 aprovado em Comissão Mista de Orçamento (CMO), que elevou a projeção de alta do PIB para 2018 de 2% para 2,5%. Isso geraria uma receita adicional de 4,9 bilhões de reais para a União.

Emendas

O presidente do PTB defendeu a proposta. “Vale a pena pagar (o aumento das emendas), porque você vai pegar uma incompreensão que vai haver naturalmente contra os deputados, eles votaram uma restrição a privilégios na Previdência Social, mas compensa dando dinheiro a eles para dar para o município, para fazer creche, hospital, pronto-socorro, a quadra de esportes, essas coisas que são fundamentais na eleição dos parlamentares”, afirmou.
Segundo Jefferson, essa verba extra de emendas individuais, se houver, teria maior liberdade de manejo pelo governo, diferentemente do que ocorre atualmente com as emendas atuais, em que parte delas é de execução obrigatória. Ele disse que a ideia é que haja uma “força-tarefa” com técnicos do governo para viabilizar a liberação dos recursos da emenda até meio do ano, prazo limite em razão das restrições impostas pela legislação eleitoral.

Orçamento

Até o momento, o Orçamento de 2018 está na CMO e ainda terá de passar pelo colegiado e pelo plenário do Congresso –a aprovação dele é um pré-requisito para que os parlamentares entrem oficialmente em recesso.
Uma fonte palaciana preferiu desconversar sobre as tratativas para elevar o valor das emendas em curso. “O Congresso é que vota o Orçamento. Se eles decidirem, o governo examinará depois”, disse.
O relator-geral do Orçamento do próximo ano, deputado Cacá Leão (PP-BA), disse que não teria como alterar o valor destinado a emendas parlamentares porque essa quantia já foi aprovada em relatório preliminar na comissão. Uma fonte do colegiado, entretanto, disse que o aumento das emendas poderia ocorrer com o uso de receitas extras.
Por sua vez, o líder do governo na CMO, deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), negou veementemente que o assunto estivesse sendo tratado no colegiado. Outra fonte ouvida, contudo, disse que Cajado é um dos envolvidos nas tratativas.

Traficante Rogério 157 é preso no Rio de Janeiro

O traficante mais procurado do Rio, Rogério Avelino dos Santos, o Rogério 157, foi preso na manhã desta quarta-feira na comunidade do Arará, no Rio de Janeiro, após operação integrada das forças de segurança do estado. Rogério 157 é o comandante de um dos grupos rivais que entrou em conflito nas favelas da cidade, sobretudo na Rocinha, nos últimos dois meses. O outro grupo é liderado por Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem.


A operação envolve 2,9 agentes das polícias militar e civil, do Exército, da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal e ocorre nas comunidades do Arará, Mangueira e Tuiuti, na Zona Norte do Rio. Segundo a Secretaria de Segurança, as Forças Armadas atuarão no cerco às comunidades. Algumas ruas da região estão interditadas.
Não se sabe ainda como a Polícia Militar descobriu o paradeiro do traficante, procurado desde a eclosão do conflito na Rocinha. O disque-denúncia oferecia 50.000 reais pela prisão de Rogério 157. O adversário do traficante, Nem, está preso desde 2011, mas continua, segundo as investigações, liderando companheiros de dentro do presídio federal onde está detido.
Os dois traficantes pertenciam à facção Amigos dos Amigos (ADA). Insatisfeito com o poder que Rogério 157 assumiu na Rocinha após sua prisão, Nem deixou a ADA e passou a integrar o grupo Comando Vermelho (CV), dando contornos dramáticos ao conflito nas favelas cariocas.
Investigação da Polícia Civil de São Paulo revelou, em outubro, que os traficantes do ADA foram ajudados pelo grupo paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) com armas e munições. O PCC e o CV são grupos rivais nas penitenciárias a nível nacional.

terça-feira, dezembro 05, 2017

PMDB volta a cortejar Doria e acena com candidatura à Presidência

PMDB voltou a cortejar o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) e tenta atrair o tucano para entrar no partido. A sigla, que não tem candidato à Presidência desde Orestes Quércia (1994), pretende ter um em 2018 e não descarta uma eventual candidatura de Doria caso ele tope trocar de legenda.


“O PMDB está pronto para receber Doria, porém sem compromisso nem veto quanto à candidatura”, disse uma pessoa próxima ao presidente Michel Temer (PMDB). Procurado pela reportagem, a assessoria de Doria afirmou que “isso não está em discussão”. Nesta terça-feira, o tucano e Temer vão se encontrar em um evento em São Paulo, na Zona Sul da capital.  Em agosto, o presidente chegou a afirmar ao prefeito, durante reunião na prefeitura, que o PMDB estava de portas abertas para recebê-lo.
Segundo um tucano muito próximo ao prefeito, esse movimento só não se concretizou ainda porque Doria estaria esperando a Justiça se decidir sobre a denúncia da Operação Lava Jato contra Alckmin, o que poderia afetar a candidatura presidencial do governador. O pedido de abertura de inquérito contra o tucano foi enviado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no fim de novembro ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Delatores apontaram pagamentos a campanhas do tucano via caixa dois. Cerca de 2 milhões de reais teriam sido entregues a um cunhado de Alckmin em 2010, de acordo com o ex-executivo Carlos Armando Paschoal. De acordo com o delator, o governador chegou a participar pessoalmente de um acerto. O governador nega irregularidades.

Candidato governista

O PMDB vem acenando que pretende ser cabeça de chapa há algum tempo. Na segunda-feira 4, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o governo terá um candidato à Presidência na eleição de 2018 e negou apoio à candidatura de Alckmin.
No ninho tucano, a candidatura de Alckmin à Presidência virou unanimidade, após uma “guerra fria” travada entre ele e Doria. Nessa época, o prefeito acabou sendo criticado pelas viagens pelo país, interpretadas como uma estratégia para fortalecer seu projeto político de ser presidente da República.
Para pacificar o PSDB, auxiliares do prefeito passaram então a aconselhar Doria a se acertar com Alckmin e sugerir a ele que fosse candidato ao governo de São Paulo. Doria teria, inclusive, se reunido o governador há quinze dias para pedir o apoio do tucano na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.  O prefeito, no entanto, não seria o único tucano a almejar a vaga – conforme revelou VEJA, o senador José Serra também tem interesse.

Os homens estão perdidos: agora é tudo assédio sexual

Peço perdão ao leitor mais esclarecido, mas preciso lançar um osso de obviedade aos cães que vivem latindo e mordendo nas redes sociais: o lugar dos assediadores sexuais é na cadeia, ponto. As palavras abaixo não servem para defender criminosos com culpa comprovada no cartório. São apenas as constatações de um sujeito que está sofrendo ataques de riso a cada vez que abre os jornais.
Dito isto, vamos à pergunta que não quer calar: será que sou o único a perceber que esses escândalos sexuais made in Hollywood viraram palhaçada? Uma coisa é destronar um produtor de cinema que se valia do poder hierárquico para forçar atrizes a receber sexo oral (desculpe, mas já comecei a rir), outra bem diferente é processar tal ou qual ator por uma piadinha indecorosa dita há décadas num set de filmagem.
Mas quem se importa com o pessoal de Hollywood? Eles que são ricos que se entendam. O problema é que a onda do “tudo virou assédio” saiu de Los Angeles e se espalhou como uma pandemia mundial. Uma piscada involuntária ou um aperto de mão mais demorado se transformaram em motivo suficiente para acusações que podem destruir carreiras e enriquecer advogados.
É ridículo dizer o que segue num país como o Brasil, mas se você é um HBO, ou seja, um Homem Branco Ocidental, prepare-se que a temporada de caça está apenas começando. Empresários, médicos, executivos, comerciantes… de repente todos ficaram sujeitos à ressurreição de mal-entendidos capazes de se converterem em infâmia e danação — sem a necessidade de que as provas sejam apresentadas.
É por isso que os homens estão ficando cada vez mais cautelosos. Melhor: cada vez mais medrosos, ressabiados, covardes. Os chefes já não conversam com as secretárias em ambientes restritos, os professores deixaram de sorrir para as alunas, os dentistas passaram a filmar as consultas e até os oftalmologistas deixaram de olhar nos olhos das pacientes sem a proteção de instrumentos óticos.
Você ainda conta piadas de papagaio no escritório? Então deve ser o mais descuidado ou desinformado dos mortais. Ainda se atreve a dizer bom dia para a moça do café? Louco. Ainda dá ou aceita caronas? Meu amigo, é mais seguro brincar de roleta russa. E se você é aquele tipo de vendedor que cumprimenta as clientes com três beijinhos nas bochechas — pra casar! — pare com isso agora mesmo: alguma câmera deve estar registrando o seu atentado violento ao pudor.
Quem vai pagar essa conta, é claro, são as mulheres em idade reprodutiva que naturalmente desejam a proximidade dos pretendentes — agora distantes e confusos quanto ao que podem ou não fazer. É que os homens finalmente foram colocados no seu devido lugar. Por incrível que pareça, o puritanismo oportunista dos nossos dias está vencendo onde todas as ameaças medievais de castração fracassaram.
Felizmente, os instintos reprodutivos são poderosos em qualquer espécie e sempre dão um jeito de ultrapassar os obstáculos impostos ao acasalamento. Num futuro não muito distante, as mulheres transformarão lenços, pulseiras, anéis e outros adereços em mensagens subliminares. A partir de uma simbologia sexual secreta, darão um recado claro aos mais antenados:
— Pode chegar, cara, não vou bancar a histérica pra cima de você.