Ag.Câmara

Vencida a “batalha” do salário mínimo, Dilma Rousseff vê a votação da medida provisória que corrige a tabela do IR como um novo “teste” de fidelidade.
A presidente avisou aos seus operadores políticos que não cogita “conceder” nenhuma correção acima de 4,5%.
Ela “exige” dos partidos do consórcio governista a mesma “lealdade” que cobrou na apreciação do projeto que fixou o salário mínimo em R$ 545.
A tabela do Imposto de Renda define quem deve pagar o tributo e quanto tem de ser repassado à Receita Federal.
A correção alivia a mordida do fisco. Para citar um exemplo: No ano passado ficou isento do pagamento de IR todo mundo que ganhou até R$ 1.499,15.
Prevalecendo a correção de 4,5%, como quer Dilma, essa cifra aumenta. Ficarão isentos os brasileiros com renda de até R$ 1.566,61.
Parlamentares do PSDB e do DEM panejam apresentar emendas prevendo percentuais acima dos 4,5% prometidos pelo governo.
Antes de ser batidas no debate do salário mínimo, as centrais sindicais defendiam que a correção da tabela fosse pelo menos equivalente à inflação de 2010: 6,76%.
Em privado, Dilma diz que, ainda que o sindicalismo retome a pregação, vai fincar o pé. Alega que é preciso olhar para a frente, não para a inflação passada.
Fixou-se nos 4,5% porque é esse o centro da meta de inflação que o governo se autoimpôs para 2011. O governo estima a perda de arrecadação em R$ 2,2 bilhões.
Há especial interesse do Planalto em saber como vai votar a bancada de 27 deputados do PDT.
No salário mínimo, apenas 16 deputados do partido do ministro Carlos Lupi (Trabalho) votaram com o governo.
Fonte: Folha
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