segunda-feira, janeiro 28, 2019

Vale anuncia que vai doar R$ 100 mil a cada família e manter pagamento de impostos para Brumadinho

O diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani, concedeu entrevista nesta segunda (28) — Foto: Reprodução
O diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani, deu uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (28), no Rio, para falar sobre a tragédia provocada pelo rompimento de uma barragem da mineradora em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Ele afirmou que:
  • A Vale vai fazer uma doação emergencial de R$ 100 mil reais, de imediato, a cada família das vítimas fatais da tragédia;
  • A empresa mantém a compensação financeira de recursos minerais para o município de Brumadinho. Ou seja, a cidade não deve perder arrecadação por causa da paralisação das atividades da Vale;
  • Foi contratada uma equipe de psicólogos do Hospital Israelita Albert Einstein especializada em tratamento de vítimas de catástrofes atender a famílias das vítimas;
  • A partir desta terça-feira (30), a empresa vai colocar uma cortina de contenção no Rio Paraopeba, para impedir que o rejeito afete a captação de água da cidade de Pará de Minas.
A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, se rompeu na sexta-feira (25). O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo da empresa. Entre as vítimas, estão moradores e funcionários da Vale.

Números da tragédia

  • 65 mortos confirmados – 31 identificados 
  • 279 desaparecidos
  • 192 resgatados 
  • 386 localizados
A mina do Feijão na região de Córrego do Feijão, em Brumadinho,  dois dias depois do rompimento da barragem da Vale. — Foto: Douglas Magno/AFPA mina do Feijão na região de Córrego do Feijão, em Brumadinho,  dois dias depois do rompimento da barragem da Vale. — Foto: Douglas Magno/AFPA mina do Feijão na região de Córrego do Feijão, em Brumadinho, dois dias depois do rompimento da barragem da Vale. — Foto: Douglas Magno/AFP
Na entrevista coletiva desta segunda, Siani detalhou que o pagamento da doação deve começar nesta terça.
"Não se trata de uma indenização. Nós estamos aprovando uma doação emergencial para cada uma das famílias que perderam entes queridos, já a partir de amanhã, de R$ 100 mil, para minorar essa incerteza de curto prazo, de pessoas que perderam chefes de família, que tinham o seu ganha-pão", explicou.
"Isso nada tem a ver com indenização. Indenização são valores muito maiores, e tem que ser tudo feito em concomitância com as autoridades, com as famílias e com ministério público."

Outros anúncios da Vale

Citando "o foco na reparação da tragédia humana, ambiental e social", o diretor da Vale falou primeiro sobre o deslocamento da lama pelo rio Paraopeba. A empresa vai construir o que ele chamou de "membrana de contenção de rejeitos próximo à cidade de Pará de Minas".
"A cidade está a cerca de 40 quilômetros de onde, hoje, a lama se encontra. A lama percorreu cerca de 75 quilômetros desde o momento do acidente. Ela está se deslocando a aproximadamente 1 km/h", descreveu Siani.
Já sobre o repasse do equivalente em impostos, Siane disse: "A Vale vai compensar o município como se a operação estivesse ocorrendo".

O que se sabe até agora:

Como funcionam as barragens de mineração — Foto: Karina Almeida e Alexandre Mauro/G1Como funcionam as barragens de mineração — Foto: Karina Almeida e Alexandre Mauro/G1Como funcionam as barragens de mineração — Foto: Karina Almeida e Alexandre Mauro/G1
Detalhes sobre as barragens da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG)  — Foto:  Juliane Souza/G1Detalhes sobre as barragens da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG)  — Foto:  Juliane Souza/G1

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