Após mudança na redação final do projeto, a dúvida é se a matéria precisa ser votada novamente pela Câmara
Brasília. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou que a redação final do projeto Ficha Limpa não servirá para "passar a mão na cabeça" de candidatos com problemas judiciais. O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) apresentou uma emenda de plenário ao projeto, estabelecendo que a proibição para que pessoas com condenações por colegiados se candidatem a cargos eletivos só valerá para sentenças proferidas após a promulgação da lei.
O Senado interpretou que a emenda muda apenas a redação do artigo, e não o mérito. Com isso, não precisaria voltar à Câmara para nova votação. Deputados que participaram da mobilização pela aprovação da matéria, no entanto, têm avaliação diferente. Pela emenda, mesmo os poucos casos que seriam atingidos pela proposta poderão se candidatar, como o deputado Paulo Maluf (PP-SP), que é do mesmo partido de Dornelles.
Cristovam disse concordar com as declarações dos senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e Dornelles, de que não houve "golpe linguístico". No entanto, ele questionou o fato de ninguém ter percebido que a mudança na redação geraria incertezas. "Como é que nós, 81 senadores, com centenas de assessores, não percebemos que essa mudança geraria dúvidas?", questionou.Impunidade
O senador Pedro Simon (PMDB-RS), por sua vez, admite que o projeto ainda não é o ideal. Ele acredita que, apesar de ser pouco abrangente, tem a relevância ímpar de ter rompido a barreira e mexido na tese de que o Brasil é o país conhecido pela impunidade na política. "Não acabamos com esta tese, mas começamos uma caminhada que pode ajudar a chegar lá: um país onde gente séria fica na política e gente corrupta fica de fora".
Brasília. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou que a redação final do projeto Ficha Limpa não servirá para "passar a mão na cabeça" de candidatos com problemas judiciais. O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) apresentou uma emenda de plenário ao projeto, estabelecendo que a proibição para que pessoas com condenações por colegiados se candidatem a cargos eletivos só valerá para sentenças proferidas após a promulgação da lei.
O Senado interpretou que a emenda muda apenas a redação do artigo, e não o mérito. Com isso, não precisaria voltar à Câmara para nova votação. Deputados que participaram da mobilização pela aprovação da matéria, no entanto, têm avaliação diferente. Pela emenda, mesmo os poucos casos que seriam atingidos pela proposta poderão se candidatar, como o deputado Paulo Maluf (PP-SP), que é do mesmo partido de Dornelles.
Cristovam disse concordar com as declarações dos senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e Dornelles, de que não houve "golpe linguístico". No entanto, ele questionou o fato de ninguém ter percebido que a mudança na redação geraria incertezas. "Como é que nós, 81 senadores, com centenas de assessores, não percebemos que essa mudança geraria dúvidas?", questionou.Impunidade
O senador Pedro Simon (PMDB-RS), por sua vez, admite que o projeto ainda não é o ideal. Ele acredita que, apesar de ser pouco abrangente, tem a relevância ímpar de ter rompido a barreira e mexido na tese de que o Brasil é o país conhecido pela impunidade na política. "Não acabamos com esta tese, mas começamos uma caminhada que pode ajudar a chegar lá: um país onde gente séria fica na política e gente corrupta fica de fora".
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